quarta-feira, 3 de junho de 2009

Conversas que ouvi sobre...concursos

Desde a parada de ônibus até saltar na rodoviária, pode-se ouvir toda sorte de coisas.Essa conversa eu acompanhei na parada de ônibus mesmo.

Moça: Você sabia que o fulaninho passou na prova do MPU, né?
Amigas: Ah, pois é, menina, eu fiquei sabendo!
Moça: É! Quando ele me contou eu até brinquei, e disse: “Fulaninho, agora eu posso namorar com você!” Amigas: Hahahhahahah!
Moça: Hahaha! Pois é, gente, porque vocês sabem como é... Nesses casos, ou você passa no concurso ou você casa com quem passou...Porque aí você passa no concurso de tabela!

Abre parênteses. Não tenho nada contra concursos. Já fiz alguns e pretendo fazer outros ao longo da minha vida, com certeza. Deixando de lado todas as discussões sobre as atividades do serviço público, sobre o conteúdo das provas e sobre o mercado satânico de cursinhos, precisamos reconhecer algo: quem é aprovado em um concurso tem um mérito muito grande, porque sabemos que a pessoa só passa com muito esforço e dedicação... e claro, é uma oportunidade muito boa de conseguir se estabelecer na vida.

Mas o que me interessa nessa conversa é mostrar como as pessoas, em alguns momentos, ficam tão encantadas com essa possibilidade que acabam fechando os olhos para a importância de outras profissões ou carreiras a seguir.

Muitas pessoas fazem cara feia quando escutam alguém dizer: “Faço física” (ou serviço social, biologia, geologia, ciências sociais, entre tantos outros cursos que são desvalorizados) ; e eu fico me perguntando... por quê? Será que esses profissionais não têm função? Suas atividades não são importantes?

Quem sabe, para essas pessoas, seria suficiente viver em uma sociedade formada apenas de advogados, médicos, administradores, economistas e políticos (né?). Afinal, essas profissões causam deslumbramento. Ou, da mesma forma, seria suficiente viver em uma sociedade formada apenas por pessoas concursadas. Que chique!

Pode ser a fila do ônibus ou a fila do desemprego. Em qual você prefere ficar?

Reforçando: não tenho nada contra concursos, contra as mocinhas da conversa ou contra as profissões que eu citei acima. Correndo o risco de ser bem utópica: acredito que cada um escolhe o que é melhor para si, e aquela profissão em que pode contribuir de alguma forma. Seja por concurso, vestibular, psicotécnico ou o que for, o que vale é estudar e correr atrás do que quer. E fazer a sua parte. Fecha parênteses.

De Brasília, Mônica Pinheiro

3 Comentários:

Ewerton Martins Ribeiro disse...

Ah, por uma dessas coincidências da vida, seu post "Conversas que ouvi sobre... concursos" lembra muito um conto que escrevi há um tempo, sobre as conversas loucas que eu ouvia nos ônibus. Ri até do caso que contou. E concordo em gênero, número e degrau com suas colocações acerca da importância das outras profissões. A coisa do dinheiro ficou tão importante hoje que o sentido de realização pelo trabalho quase que se perdeu por completo. Tristeza.

Abraço!

Vânia Almeida disse...

Oi Mônica, obrigada pela visita ao cuidando do corpo. Volte mais vezes.
Sucesso no seu blog,
bjos
Vãnia

Vânia Almeida disse...

Selinho especial para você.
abraços e boa semana,
Vânia
http://cuidandodocorpo.blogspot.com/2009/02/o-cuidando-do-corpo-recebeu-um-selinho.html

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